04/09/2025
📢 Esclarecimento e ponto de situação
Esclarecemos isto num grupo e queria esclarecer aqui. Responder a comentários é algo que não tenho feito em lugar nenhum. Infelizmente não tenho tido tempo de comentar no sentido de agradecer a cada um em particular, o apoio.
Aquilo que estamos a fazer não é no sentido de chamar a atenção e lamentar. Aquilo que aconteceu conosco é transversal a tantos outros produtores de mirtilos e ou outras culturas.
Aquilo que percebemos com este incêndio, é que estamos desprotegidos. A lei tem que mudar de forma a permitir que se protejam culturas. Sim. As culturas, que são feitas com o intuito de criar um produto, acrescentar valor, fixar pessoas ( no interior e em meios rurais, ou não) têm e merecem ser protegidas pela lei.
Não podemos só ter explorações em sítios onde a lei prevê que à volta se mantenha limpo. Isto tem que mudar. Porque isto é ter respeito pelo nosso trabalho, tempo e pelo dinheiro que o estado também investe( quando falamos sobre projetos apoiados por financiamentos externos).
Não podemos esperar que aconteça algo de errado porque a seguir vem um subsídio. Não podemos ficar parados e conformados com a lei. Porque a lei muda quando há interesse que mude. E tem que mudar pelos que trabalham. A lei tem que proteger quem acrescenta valor, o agricultor que produz, não aquele que deixa os seus terrenos ao abandono. Essa é a nossa luta neste momento. Não é mediatismo desmedido, sem fundamento e jamais ataques pessoais ou políticos. É uma luta nossa que deve ser encarada como uma luta de todos os que acreditam que ainda vale a pena investir em Portugal, nomeadamente na agricultura. Não têm que se identificar com isto, não têm que levantar bandeiras. Cada um luta pelos seus interesses da forma que acha que deve lutar. Para nós, isto não é uma luta só nossa. Porque alguma coisa vai mudar, mas não será só para nós, terá que ser para todos. Todos os que produzem , pagam impostos, e a lei não protege.