29/06/2015
Cartas Mente Sã no Corpo São
O RESPEITO PELA CRIANÇA
Quando o pai e a mãe não a respeitam e não lhe demonstram consideração, a criança sente-se logo magoada. Poderíamos comparar a delicadeza do coração da criança às pétalas de uma flor e sua sensibilidade de sentimentos à água cristalina.
“A criança não deve ser oprimida ou censurada por estar sem cultivo; ela deve ser pacientemente educada.”
EVITAR O TRATAMENTO RUDE
O tratamento rude é prejudicial e perigoso tanto para o corpo quanto para a mente das crianças, além de introduzir na sociedade indivíduos fracos, doentios, nervosos, mal humorados e pessimistas.
Se os filhos são ofendidos pelos pais e se consideram vítimas de sua crueldade, aos poucos o amor e afeição que sentem por eles transformam-se em ódio e ressentimento.
As crianças pequenas têm sentimentos e emoções e possuem a capacidade de pensamento e actividade intelectual. A única diferença é que essas faculdades inicialmente estão em desenvolvimento; podem ser comparadas a plantas novas que precisam de um jardineiro hábil para crescerem e se desenvolverem em sua plenitude – e não de alguém que esteja sempre a irritá-las, a rachar as suas raízes com um machado, a cortar o seu tronco com uma faca ou a arrancar os seus ramos e folhas e a espalha-lhos aos quatro ventos.
ABUSO VERBAL, AMEAÇAS e CASTIGOS FÍSICOS
“No entanto, é inadmissível bater numa criança ou humilha-la, pois o seu carácter se pervertera por completo se ela for sujeita a pancada ou abuso verbal.”
Os pais podem conquistar o coração dos seus filhos através do uso de palavras gentis e de uma linguagem meiga e bondosa. Nos momentos de dificuldade, provação, tensão psicológica e sofrimento interior, os pais serão vistos pelos filhos como amigos e companheiros, como um lugar de refúgio. Os filhos confiarão neles, não fugirão deles.
Os educadores, portanto, nunca deveriam recorrer aos palavrões ou abusos verbais nem magoar o coração sensível e delicado da criança, mas sim tratá-la com a mais extrema bondade e paciência e fazer uso de métodos lógicos e científicos para corrigir a sua conduta.
As ameaças vãs e infrutíferas não são menos nocivas que o abuso verbal.
Quando a mãe ameaça castigar o filho, mas acaba por não aplicar o castigo, a criança logo descobre que as suas palavras e ameaças não serão cumpridas e que a sua única função é amedronta-la. Nesse caso, as advertências dos pais serão ignoradas.
Um princípio moral que foi sempre enfatizado por todas as Manifestações Divinas e pelos sábios e pessoas instruídas de todas as nações e culturas é que não se deve dizer algo que não se possa pôr em prática.
Uma das virtudes humanas, e uma nobre característica do ser humano, é a de ser fiel às próprias palavras e promessas. Quando uma criança vê, desde a mais tenra infância, que os seus pais a ameaçam com coisas cuja realização é impossível, deixa de prestar atenção às outras promessas que eles lhe fazem e passa a considerar as suas palavras como vazias e absurdas.
E se às vezes são obrigados a ameaçar os filhos com um castigo razoável (desde que esse castigo seja cuidadosamente avaliado de antemão), os pais devem de facto cumprir a palavra e pôr em prática aquilo que disseram.
Bater numa criança não é menos prejudicial que usar palavrões e abusos verbais.
A maioria dos especialistas em educação acredita que bater nos filhos perverte e destrói por completo o seu carácter.
"O amor e a bondade têm muito mais influência que o castigo, quando se trata de aperfeiçoar o carácter humano.”
Educação