23/11/2025
Às vezes, o coração pequeno de uma criança pede coisas tão grandes
que até a lã se ajoelha para ouvir.
Esta peça nasceu assim —
dos olhos do Arthur, que sabem pedir sem exigir,
e da minha vontade de transformar o amor dele em forma,
em textura, em suspiro de feltro.
Cada agulhada é um abraço,
cada curva do corpo moldado é uma promessa:
“eu vejo-te, meu filho, e o que desejas também tem lugar no mundo”.
Hoje partilho esta criação pedida por ele,
uma peça que não é só boneca —
é memória,
é ternura,
é fio que nos cose.