25/10/2025
23.º Aniversário
Foi assim que tudo começou, há 23 anos, depois de muitas noites mal dormidas e semanas inteiras a montar a loja. A cabeça não parava a pensar em como pagar os ordenados de duas pessoas (o meu, esse logo se via), a água, a luz, o telefone, e todas as despesas do dia a dia que qualquer empresa conhece.
Tudo isso com a agravante de ter deixado um emprego estável, das 9h às 18h, cinco dias por semana, para mergulhar de cabeça neste “casamento” das 8h às tantas, sete dias por semana, 363 dias por ano.
Durante muito tempo, a pergunta que ecoava era sempre a mesma: “Como será? Será que vou conseguir?”
No dia 1 de Novembro de 2002, com as pernas a tremer e borboletas na barriga (nem no meu verdadeiro casamento estava assim!), lá fui eu, depois de um almoço apressado, enfrentar o desconhecido.
Foi amor à primeira vista e como em todos os amores, veio o “casamento”. Houve momentos de glória, de alegria extrema, de orgulho por uma equipa fantástica que ajudou a erguer este sonho. Também houve momentos menos bons... desses, tentamos não falar. O tempo ajuda a curar........ ou quase.
E cá estamos, 23 anos depois.
Não morremos. Caímos várias vezes, mas levantamo-nos sempre, sacudimos o pó e seguimos em frente. Hoje com mais calma, menos loucuras e, talvez, menos deslumbramento — essa inocência que a vida inevitavelmente nos tira.
Quero também deixar um pedido de desculpas.
Por motivos pessoais, nos últimos anos não consegui dar ao Homem Azul a atenção que merecia. Mas uma coisa é certa: o Homem Azul não vai fechar. Vai, sim, evoluir, e esse novo capítulo já está em marcha com todo o carinho.
No próximo sábado, dia 1 de Novembro, celebramos 23 os anos de história não apenas como loja, mas agora como Clube de Jogos, servindo a comunidade gamer de Lisboa de forma genuína e desinteressada.
A todos os que nos apoiaram, acompanharam e aturaram ao longo destes anos: um enorme Bem-Haja!
P.S.: Um agradecimento muito especial à minha mulher, Ana Ramos, e aos meus filhos, David e Alexandre, pela paciência e tolerância com esta “amante” chamada Homem Azul.