17/03/2026
Na manhã desta terça-feira (17), a cidade de Taiobeiras amanheceu sob forte presença policial, despertando a curiosidade e a apreensão dos moradores. Viaturas espalhadas por diversos pontos e um helicóptero sobrevoando a área chamaram a atenção de quem passava, enquanto vídeos e relatos rapidamente se espalhavam pelas redes sociais.
A movimentação faz parte de uma grande operação da Polícia Civil de Minas Gerais, coordenada pela Delegacia Especializada (DEMA), em Belo Horizonte.
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou uma operação com 25 mandados em MG, DF e Sergipe contra um esquema de carvão ilegal e lavagem de dinheiro.
Em Minas Gerais a ação ocorre em várias regiões do estado e tem como principal objetivo combater um amplo esquema de extração ilegal de madeira, produção clandestina de carvão e suspeitas de lavagem de dinheiro.
De acordo com o delegado Dr. Rodolfo, as investigações avançam agora para uma fase crucial: rastrear o fluxo financeiro do esquema. Ao todo, já foram cumpridos mais de 25 mandados de busca e apreensão, direcionados a empresas, empresários e pessoas apontadas como integrantes da organização.
Segundo a polícia, essas empresas seriam utilizadas para “esquentar” o carvão de origem ilegal, dando aparência de legalidade ao produto. Entre os investigados estão também indivíduos que atuariam como “laranjas” — alguns de forma consciente, outros sem plena noção do envolvimento.
Até o momento, duas pessoas foram presas em flagrante durante a operação: uma por porte ilegal de arma de fogo e outra por posse de munições. Além disso, os agentes apreenderam quantias em dinheiro, diversos documentos e aparelhos celulares, que passarão por análise detalhada.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores ligados aos investigados, ampliando o cerco contra o grupo.
Segundo as investigações, empresas utilizavam documentos falsos para dar aparência legal ao produto. Ao todo, 86 pessoas e empresas são suspeitas de envolvimento, com movimentações milionárias.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de 112 milhões de reais em bens. Os investigados podem responder por crimes ambientais, associação criminosa e lavagem de dinheiro.