05/05/2026
5 de maio é Dia Mundial da Língua Portuguesa e talvez a parte mais bonita dessa data seja lembrar que o português não mora num lugar só!
Ele atravessa países, sotaques, ruas, cozinhas, poemas, cartas, dores antigas, risadas inesperadas e palavras que mudam de cor dependendo de quem fala.
Tem o português inventivo de Mia Couto, que parece nascer de novo a cada conto em O Fio das Missangas.
Tem Adélia Prado fazendo poesia com corpo, fé, desejo e vida comum em O Pelicano.
Tem a força angolana de Luandino Vieira em A Vida Verdadeira de Domingos Xavier, onde a língua também carrega memória, luta e resistência.
Tem Graciliano Ramos apertando a frase até ela doer em Angústia.
Tem Manuel Bandeira mostrando, em Estrela da Vida Inteira, que uma palavra simples pode ficar ecoando por anos.
Tem Machado de Assis observando tudo com aquela calma perigosa em Memorial de Aires.
E tem Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco lembrando que Portugal também nos deixou ironia, drama, paixão e umas frases que parecem ter nascido já clássicas.
No fim, língua portuguesa é isso também: uma casa enorme, cheia de vozes diferentes.
E talvez cada livro seja uma porta.
Esses estão esperando por você aqui na Luar.