18/03/2026
Eu uso IA sim pra editar foto, ajustar luz, trocar fundo, cortar vídeo, mas eu não consigo e nem quero criar uma mulher que não existe pra vender algo que é completamente real. Pra mim não faz sentido. A Musa nasce da textura, da fibra de bananeira irregular, viva, única, então como eu poderia comunicar isso usando uma estética perfeita, sem poros, sem frizz, sem vida? Não cabe. Por muito tempo eu deixei de postar porque sempre tinha alguma coisa fora do lugar, o cabelo não tava como eu queria, a pele não tava perfeita, sempre existia um detalhe, uma desculpa, uma culpa. Hoje eu entendo que a beleza que a gente vende é outra. É natural, orgânica, real. E é isso que faz a Musa ser tão interessante. A gente não é musa porque tem a pele perfeita ou o cabelo impecável, a gente é musa porque existe, erra e acerta, porque vive, porque mesmo na correria, no imperfeito, no inacabado, a gente escolhe se expressar. Às vezes é um brinco, um colar, um anel que conversa com quem a gente é e isso já basta. Esse brinco flor é grande, pesado, presente, não é feito pra passar despercebido. Ele custa 149,00, é edição única e carrega exatamente isso, textura, força e verdade. No fim, o que faz a fibra de bananeira ser tão interessante é justamente a imperfeição!