17/02/2025
Dudu e Alah
Nosso prefeito teve a cara de pau de abandonar o Jardim de Alah por anos a fio, às moscas, ao lixo, ao mato.
Por que fez isso? Para vende-lo?! Ainda não pode vender, mas vai alugar por décadas.
Dudu se acha intocável, imbrochavel. Dizem os mais bem informados que é blindado. Blindado pelo fluxo do vil metal. Deve ser, resta saber até quando.
Quem deu a licença para Eduardo Pães destruir aquele jardim? O Jardim é de Alah, o Dudu acha que é dele e dos seus amigos.
Prefeito, vereadores, empreiteiros e comerciantes compram funcionários de carreira corruptos ou pressionam burocratas infelizes a assinar licenças absurdas. E a putaria ganha ares de oficial.
Um parque como o Jardim de Alah era para ser preservado, com muitas árvores novas sendo plantadas. Quem quer mais bebida e comida pode ir para o shopping Leblon.
Jardim urbano do século XXI é lugar para respirar, relaxar, caminhar. Lugar para estudantes e pesquisadores de botânica, agroecologia, engenharia florestal, jardinagem, colocarem em ação as ideias e práticas que vão nos ajudar a viver melhor num futuro próximo.
O Jardim é de Alah, não é do Dudu.
Mas ele já conseguiu a famigerada licença ambiental oficial para derrubar 130 árvores e começar a construir. Foi Alah que deu licença pro Dudu vender o uso do jardim para empreiteiras, lojistas, donos de restaurantes e estacionamentos?
Essa estória parece até programa do Silvio Santos:
- Você quer trocar um jardim por um estacionamento?
- Quero!!
-Você quer trocar um lazer diário e barato por outro raro e caro?
- Quero!!
- Você quer trocar sombra e água fresca por mais ar condicionado e notas fiscais?
- Quero!!
- Você quer trocar a preservação pela destruição?
- Quero!!
Volto a repetir, o Jardim é de Alah!
Por que os jovens não invadem esse parque e criam um movimento de resistência? Por que não impedem o Dudu de matar as 130 árvores? Muitos jovens, acampados, pescando, plantando e protestando podia ganhar lugar na mídia planetária.
No carnaval, estrangeiros virão para o Rio e vão se juntar aos brasileiros no Jardim de Alah.
Pessoas mais velhas antenadas vão apoiar. Poderemos levar comida e outras coisas que os jovens precisem para se manter ali até que essa licença para destruir o Jardim de Alah seja revogada.
Eu não digo isso por pura imaginação rebelde. Digo porque com 16 anos participei da ocupação de uma escola. A Vigília do São Vicente de Paulo durou quase 1 mês.
Se eu ocupei uma escola, por que a moçada de hoje não pode ocupar um parque público que vai ser destruído por bandidos engravatados?
O Dudu está dando um golpe de caneta, para beneficiar alguns poucos empresários amigos. Mas o planeta que ele está ajudando a destruir mais um pouco não é dele. É terra de ninguém, é jardim de Alah e de cada um de nós.
Por favor, quem puder enviar esse protesto adiante, agradeço.
Maria Inês Carneiro