25/12/2025
Em meio a tão poucos registros desse Natal, a primeira coisa que vem ao meu coração é a gratidão. Gratidão a Deus por ter me sustentado até aqui, por cuidar de cada passo da minha caminhada e por colocar pessoas certas nos momentos mais difíceis.
E aproveito esse momento para fazer um desabafo.
No mundo do empreendedorismo, ser dona do próprio negócio tem um peso que só quem vive entende. A gente se compara, acredita que dá conta de tudo, tenta abraçar o mundo e, principalmente, não quer deixar os clientes — que são tão importantes — na mão. E, muitas vezes, acaba se deixando de lado.
São 5 anos de trajetória. Cinco anos nesse ramo que eu amo. Amo doces, amo criar, amo proporcionar momentos especiais para cada um de vocês. Mas, ao longo desse caminho, eu me deixei de lado muitas vezes. Ignorei sinais, porque acreditava que tudo era só uma fase — e de fato, tudo passa. O problema é que, dessa vez, o meu corpo resolveu falar mais alto do que a minha mente.
Não é fácil admitir isso. Cada dia trabalhado conta, cada dia sem abrir a loja pesa, porque no fim do mês é isso que sustenta o meu lar. Então, todos os dias eu venho lutando contra o cansaço físico e mental, me forçando a continuar, porque é disso que vem o sustento da minha família.
E não, isso não é uma reclamação. Eu escolhi esse caminho e escolheria de novo. Poder estar presente na vida dos meus filhos vale mais do que qualquer salário pingando na conta. Mas, nesse momento, por eles e por mim, eu preciso parar. Preciso me dedicar, desacelerar, cuidar. Sem interrupções, sem pedidos para montar, sem encomendas que tomam dias inteiros.
Na correria do Natal, no dia 24/12, acordei sem forças. Mesmo tendo descansado o corpo, minha mente parecia não ter dormido há dias. Tudo girava, eu estava fraca, e ainda tinha praticamente todas as encomendas para finalizar. Não havia como cancelar tudo em cima da hora. Então, sem forças, fui para a UPA tomar soro, tentando recuperar o mínimo necessário para seguir.
Nesse momento, duas pessoas simplesmente assumiram a D’guste por mim. E, por muita sorte — e gratidão — elas já estavam treinadas 😂 (continua nos comentários)