15/08/2015
Historia - Ouro -
Conhecido há mais de 6000 anos, esse metal amarelo sempre ocupou papel importante durante toda a história da civilização, despertando atração, fascínio e sedução, além de ser símbolo de poder e status. Ao longo dos tempos, desde a Antiguidade, passando pela Idade Média e pelo Renascimento, até os dias de hoje, a utilização do ouro foi crescentemente ampliada, tanto como adorno, como na indústria e no mercado financeiro. Inicialmente utilizada pela realeza, principalmente no antigo Egito, na Grécia e na Pérsia, além de peças de adorno passou a ser usado também em vestimentas e artigos de decoração e culto, pelos nobres e religiosos, como sinal de riqueza, prestígio e dignidade.
Durante o Renascimento (séculos 14 e 16), com o florescimento da arte, principalmente na Itália e França, o ouro passou a ser, cada vez mais, objeto de desejo, como símbolo de suntuosidade e poder. Mas foi na Idade Moderna, iniciada com a Revolução Francesa em 1789, que o ouro e a joalheria passaram a ser usados por outras classes sociais, nas diversas partes do mundo. Com o advento da indústria e de novas tecnologias de mineração foi possível, no Século XX, expandir consideravelmente a
produção de ouro e a fabricação de joias e artigos de ourivesaria, que passaram a ser consumidas também pela classe média. Até a crise de 2008, o ouro era destinado basicamente à indústria, onde a joalheria representava quase 80%. No entanto, o consumo de ouro pelo mercado financeiro cresce significativamente nos últimos anos, pois com as incertezas da crise financeira internacional o ouro passou a ser uma importante reserva de valor. Em 2010, os principais países produtores de ouro primário foram: China, Austrália, Estados Unidos, Rússia, África do Sul e Perú. O Brasil ocupou a 13ª posição, com 68 toneladas.