01/08/2026
Existem momentos que não cabem em uma foto, nem em um vídeo. Eles ficam guardados na alma!
Hoje eu vivi um deles.
E, para quem acha exagero um adulto se emocionar em um show da Xuxa, talvez nunca tenha entendido que algumas lembranças são capazes de atravessar o tempo.
Hoje, no Último Voo da Nave, quem estava ali não era a Cássia de 43 anos;
Era a Cássia de 5.
Aquela menininha que subia na cacunda do pai para ir ao Parque do Ibirapuera assistir aos shows. A menina que cantava com toda a força do coração, que sonhava sem limites e acreditava que a Nave da Xuxa podia levar qualquer criança para um lugar mágico.
Enquanto as músicas tocavam, eu não via apenas um palco.
Eu via meu pai.
Sentia a segurança dos ombros dele, o carinho de suas mãos, a felicidade estampada no meu rosto de criança. Por alguns instantes, o tempo parou. E eu pude reencontrar uma parte de mim que nunca deixou de existir.
A vida ensina, endurece, machuca. A gente cresce, trabalha, enfrenta perdas, responsabilidades e batalhas que ninguém vê.
Mas a criança que fomos continua morando dentro de nós... esperando apenas um motivo para sorrir de novo.
Hoje eu dei esse abraço na minha criança interior.
E ela chorou.
Chorou de saudade, de gratidão e de felicidade por reviver uma das lembranças mais bonitas da sua vida.
Não fui apenas a um show.
Fui encontrar a menina que sonhava, fui agradecer ao pai que fez da minha infância um lugar de amor e fui entender que existem memórias que o tempo jamais será capaz de apagar.
Se para alguns isso é apenas um show, eu respeito.
Mas, para mim, foi um reencontro com a minha história.
E algumas histórias não têm preço.
Elas têm amor.
E esse amor vai viver para sempre dentro de mim. 💙✨