09/08/2026
Meu pai sempre foi muito mais que um pai.
Foi meu amigo, meu porto seguro, meu abrigo.
Era aquele que protegia, que corrigia enquanto abraçava, que sofria mais do que nós quando um simples arranhão aparecia. Se pudesse, teria colocado o mundo inteiro em seus braços só para nos poupar de qualquer dor.
Meu pai era presença.
Era colo.
Era silêncio quando precisava.
Era conselho quando necessário.
E era, principalmente, uma explosão de alegria.Hoje, estaríamos todos reunidos.
Faríamos aquela fila para entregar os presentes que você tanto gostava de receber. E não importava o que fosse… podia ser uma simples bala. Você comemorava como se tivesse recebido o maior presente do mundo.
E hoje estamos aqui, vivendo mais um Dia dos Pais sem você.
E, meu Deus… como dói.
Dói porque só quem amou profundamente sabe o tamanho que a ausência pode ter. Só quem viveu um amor intenso sabe como é olhar para um lugar e esperar encontrar alguém que não vai mais chegar.
Ainda olhamos suas fotografias e o coração aperta.
A ficha parece nunca cair completamente.
Talvez por isso algumas fotografias fiquem escondidas. Não porque queremos esquecer você… mas porque, às vezes, precisamos esconder um pouco a saudade para conseguir respirar.
Porque olhar para você é lembrar que não podemos mais te abraçar.É lembrar que não podemos mais ouvir sua voz.
É lembrar que não podemos mais chamar:
“Martinho, vem cá!”
E essa talvez seja uma das maiores dores da saudade: ter tantas coisas para dizer e nenhum abraço para entregar.
Mas se existe algo que a morte não conseguiu levar, foi o amor.
Esse continua aqui.
Dentro de cada filho.
Dentro de cada lembrança.
Dentro de cada história.
Dentro de cada sorriso que aprendemos com você.
E talvez seja por isso que, mesmo chorando, hoje também agradecemos.
Que sorte a nossa ter tido você.