14/10/2020
Polemista sem par, teólogo exímio, pregador admirável, escritor de renome, teve sempre sua pena e sua rara inteligência a serviço da Igreja, se fez o “terror dos hereges” Escreveu mais de 80 livros de espiritualidade, em defesa da Igreja e de divulgação em linguagem popular, da doutrina católica. Era um homem inteiramente de Deus, de muita oração, de uma amor acendrado à Eucaristia, à Nossa Senhora e à Igreja , uma alma contemplativa, de um admirável zelo apostólico.
Padre Júlio Maria nasceu em Waereghen (Bélgica), em 8 de janeiro de 1878. Seus pais foram José de Lombaerde e Sidônia Rosália Steelandt de Lombaerde, gente de “fé camponesa”. Pareciam ter a Lei do Senhor gravada no coração, eram uma verdadeira igreja doméstica, pois tudo repousava sobre os valores da vida cristã.
Atraído pela vida missionária, ouviu um sermão de um santo missionário que falava sobre a situação de extrema pobreza e ignorância religiosa dos povos da África e que pedia esmolas para ajudar na evangelização deles. Júlio Maria entendeu que a melhor esmola que poderia dar, seria a própria vida.
Ordenou-se padre em 13 de junho de 1908. Em setembro de 1912 foi nomeado para as missões no Brasil. onde trabalhou 15 anos como missionário entre os índios e caboclos. Do Norte, o Padre Júlio Maria, demorando-se algum tempo em Natal, veio para Manhumirim (Minas Gerais), em 1928. Depois de 16 anos de uma dedicação admirável ao ministério paroquial, e à formação de padres, religiosos e religiosas, veio a falecer em um acidente de carro na tarde de 24/12/1944.