29/01/2015
Pupunha: Ecológico e Rentável
Nativa da América Latina, a pupunheira (Bactris gasipaes Kunth) é muito cultivada no Brasil, principalmente em São Paulo, mas também no Espírito Santo, Rondônia, Pará e Bahia.
Existe uma grande variedade de espécies e tipos, mas a sem espinhos é a preferida pelos produtores. Em relação ao palmito comum (juçara ou açaí), o pupunha é mais doce e mais amarelado e apresenta vantagens em de seu cultivo, em relação ao do palmito tradicional. Como a bananeira, a palmeira pupunha rebrota, o que permite o corte continuado para a produção de palmito.
A pupunha, por ser mais rústica, pode ser cultivada a pleno sol e seu tempo de colheita também é mais curto: de 18 a 24 meses a partir do plantio. Além disso, ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece, o que permite outras formas de consumo além da tradicional, em salmoura acidif**ada.
Não é necessário ter uma área grande para cultivar a palmeira. A produção pode ser planejada de acordo com as possibilidades e necessidades do produtor. Porém, se a ideia for produzir para a indústria de processamento, recomenda-se que a área mínima seja de 100 hectares.
Corte
A pupunha tem um melhor desenvolvimento em regiões de clima quente e úmido, com temperatura média anual de 22 graus centígrados. A planta jovem (até 50 centímetros) não tolera geadas. Os melhores solos para o cultivo são os de textura média a arenosa, com boa drenagem. Áreas planas ou levemente onduladas são as indicadas, pois facilitam o plantio, a condução, a colheita e o transporte do palmito. A planta é bastante exigente em relação à água, por isso a irrigação é necessária quando o cultivo é feito em regiões mais secas.
Aos 18 meses o palmito terá entre 150 a 300 gramas de peso. Aos três anos, até 500 gramas. O corte do palmito pode ser feito durante o ano todo, mas deve-se evitá-lo nas épocas mais secas, quando o seu peso é menor. É possível colher dois palmitos por planta em um ano, porém é aconselhável realizar apenas uma colheita anual.