27/12/2021
Preços dos produtos da primeira necessidade disparam nos mercados de Bissau
Os cidadãos guineenses criticaram a “especulação gritante” dos preços dos produtos de primeira necessidade e outros no mercado a nível nacional.
Os cidadãos nacionais lamentaram que, devido à especulação de preços, a tradicional consoada de Natal não seja garantida na mesa de muitos guineenses.
Por outro lado os consumidores foram unânimes em afirmar que se registou “subida galopante” dos preços dos produtos no mercado, acompanhado de impostos aplicados aos trabalhadores pelo governo sem aumento salarial na Função Pública.
“Nos anos anteriores, a partir do dia 20 de dezembro, já se registava movimentação das pessoas por quase toda a cidade de Bissau e a procura era maior nas vésperas de Natal”.
Revelaram que conseguiram importar bacalhau, azeite, natas, vinhos e entre outros produtos, mas lamentaram que a pandemia do coronavírus os tenha limitado a capacidade de importar mais produtos para abastecer o mercado.
A consumidora Maia Graciete Vamain confirmou que os preços dos produtos dispararam em todos os mercados que já visitou, na cidade de Bissau.
“Os preços dos produtos dispararam, tanto os da primeira necessidade como as roupas”, contou que embora vai conseguir ter ceia com a sua família, mas vai ser de acordo com as suas finanças e as exigências do mercado.
Fátima Vieira lamentou a forma que se encontra o mercado guineense nos últimos tempos.
“Não vou ter a ceia de natal este ano, por que esta subida de preços sem salário está a complicar a vida de muitas famílias incluindo a minha”.
Por seu turno, Francisco da Costa disse que apesar de ter comprado presentes para os filhos, a subida de preços não se justificava.
“Eu queria poder comprar muito mais coisas para os meus filhos, mas tenho outras despesas também. Espero que em 2022 a situação melhore”, contou.
Da Costa salientou que a quadra festiva deste ano está a ser bem difícil em relação aos anos anteriores.