Sebo e Livraria Aldeia

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Livraria de livros usados e raros inaugurada em 2003 e atualmente em Curitiba, Paraná

Compramos e vendemos livros usados, antiguidades, brinquedos antigos, cédulas e moedas antigas, selos, mobiliário antigo, etc.

📚✨ Neste 25 de Maio, celebramos escritores e criadores que ajudaram a moldar a identidade literária do Cone Sul — das ma...
26/05/2026

📚✨ Neste 25 de Maio, celebramos escritores e criadores que ajudaram a moldar a identidade literária do Cone Sul — das margens do Prata aos campos gaúchos, das cidades patagônicas às serras do Sul brasileiro. Uma data que reúne vozes profundamente ligadas à memória, ao regionalismo, à poesia do povo e às paisagens humanas da nossa parte do continente.

🇫🇲 No Sul do Brasil, o catarinense Deonísio da Silva, nascido em Siderópolis, tornou-se uma das grandes referências da literatura sulista contemporânea, unindo romance histórico, crônica e pesquisa sobre a origem das palavras. Já o gaúcho Antônio Caringi, de Pelotas, embora eternizado pela escultura, ajudou a construir simbolicamente a identidade cultural e regional do Rio Grande do Sul através de seus monumentos, ensaios e reflexões estéticas.

🇺🇾 No Uruguai, o 25 de maio nos lembra o nascimento de Wenceslao Varela, “El bardo de San José”, uma das maiores vozes da poesia gauchesca oriental. Homem do campo e autodidata, transformou o cotidiano do gaúcho uruguaio em versos carregados de oralidade, memória e sentimento da campanha.

🇦🇷 A Argentina também guarda nomes fundamentais nesta data. Haroldo Conti fez do Delta do Paraná um personagem vivo de sua literatura, escrevendo romances marcados pela navegação, pelo silêncio dos rios e pela solidão humana. Já Elías Chucair dedicou sua obra à Patagônia e aos povos esquecidos do sul do continente, registrando em poesia e prosa a dureza e a beleza daquela imensidão.

🇵🇾 No Paraguai, o escritor e dramaturgo Cristhian Emiliano Encina Cantero representa uma nova geração literária ligada à ficção científica, à fantasia e à valorização da cultura guarani, mostrando como a literatura do Cone Sul continua se reinventando sem perder suas raízes.

🇨🇱 E mesmo sem grandes nomes nascidos exatamente nesta data, o Chile também se conecta simbolicamente ao 25 de maio através dos exílios e encontros literários do romantismo platino. Foi entre Montevidéu, Buenos Aires e cidades chilenas que escritores como José Mármol e Juan María Gutiérrez fortaleceram uma literatura marcada pela travessia, pela política e pela identidade sul-americana.

24/05/2026
23/05/2026

Autografado por vários jogadores

Há 34 anos partia Atahualpa Yupanqui. Mas sua voz continua caminhando pelas estradas e caminhos do Cone Sul como o sopro...
23/05/2026

Há 34 anos partia Atahualpa Yupanqui.

Mas sua voz continua caminhando pelas estradas e caminhos do Cone Sul como o sopro de um vento antigo de guitarra, poeira e memória.

Nascido Héctor Roberto Chavero, Yupanqui transformou o homem comum — o tropeiro, o indígena, o camponês, o peão solitário dos campos — em personagem central da arte pampeana. Sua obra não foi apenas música, mas também também literatura, filosofia popular, testemunho histórico e antropológico

Em suas canções e livros existe uma pampa profunda, distante dos grandes centros, feita de silêncio, terra, caminhos, mate amargo e noites ao redor do fogo. Poucos artistas conseguiram traduzir tão bem a solidão do interior latino-americano quanto ele.

Frases como “El hombre es tierra que anda”
parecem resumir toda a sua visão de mundo: o ser humano simples como parte inseparável da paisagem, da memória e da caminhada.

Yupanqui influenciou gerações inteiras de músicos e escritores — de Mercedes Sosa a Violeta Parra, de Alfredo Zitarrosa a Santiago Chalar e tantos trovadores anônimos do continente. Seu violão criou uma estética própria: austera, lenta, profunda e quase meditativa.

Mas talvez sua maior importância esteja no fato de ter preservado uma identidade do gaucho (nesse caso sem o acento mesmo), sem folclore artificial. Ele não romantizava o povo; ele falava a partir dele.

Trinta e quatro anos depois de sua morte, Atahualpa Yupanqui segue sendo uma espécie de consciência poética do sul do continente, um homem que transformou estrada em literatura e silêncio em canção.

Yupanqui transformou a solidão em poesia e o violão em uma extensão de sua própria voz. Ler sua obra é silenciar o barulho do mundo lá fora para escutar o que o vento e o tempo têm a nos dizer.

"O homem canta o que a terra dita." E ninguém soube traduzir o sentimento terrunho tão bem quanto ele.

Você já conhecia o lado literário desse mestre argentino? Venha garimpar essas e outras relíquias que celebram a nossa identidade platina e sulista aqui nas nossas estantes.

21 de maio.Uma data em que a literatura parece atravessar séculos e idiomas para se sentar à mesma mesa.Do rigor clássic...
21/05/2026

21 de maio.

Uma data em que a literatura parece atravessar séculos e idiomas para se sentar à mesma mesa.

Do rigor clássico de Dante Alighieri às ironias afiadas de Alexander Pope, da poesia amazônica e sensorial de Olga Savary às vozes contemporâneas de Miriam Toews e Lemn Sissay, o dia reúne autores que transformaram inquietações humanas em linguagem.
Também nasceram nesta data nomes fundamentais como Romain Gary, mestre das identidades múltiplas e único vencedor duplo do Goncourt; Robert Creeley, voz marcante da poesia experimental dos Estados Unidos; José Carlos Becerra, cuja obra breve deixou marcas profundas na poesia latino-americana; o uruguaio Manuel Pérez y Curis, ligado ao modernismo rioplatense; e Harold Robbins, fenômeno editorial que levou milhões de leitores à ficção popular.

É curioso perceber como autores tão distintos compartilham a mesma data:
uns escreveram sobre infernos, outros sobre desejo, exílio, silêncio, fé, violência, memória ou liberdade.

Mas todos ajudaram a ampliar o território da literatura.
21 de maio não pertence a uma única escola literária.
Pertence à travessia inteira da palavra.

📚✨ 20 de maio na literatura: um dia de gigantes das letras.Nesta data nasceram escritores e escritoras que ajudaram a co...
21/05/2026

📚✨ 20 de maio na literatura: um dia de gigantes das letras.

Nesta data nasceram escritores e escritoras que ajudaram a construir diferentes mundos literários, do realismo francês à poesia do interior do Brasil, passando pela literatura platina e pelas grandes sagas históricas europeias.

Entre eles:

🇫🇷 Honoré de Balzac — mestre do Realismo e autor de A Comédia Humana, um retrato monumental da sociedade francesa.

🇳🇴 Sigrid Undset — vencedora do Nobel e criadora da inesquecível saga Kristin Lavransdatter.

🇧🇷 Cora Coralina — voz eterna dos becos, da simplicidade e da alma do interior brasileiro. Publicou seu primeiro livro aos 76 anos e se tornou imortal na literatura nacional.

🇧🇷 Diego Mainardi — conhecido pelo humor ácido, sátira política e estilo provocador.

🇦🇷 Gisela von Engelhardt — autora ligada às memórias, paisagens e identidades do Cone Sul.

📖 E há ainda uma coincidência simbólica: em 20 de maio de 2009 faleceu Mario Benedetti, um dos maiores nomes da literatura em língua espanhola.

Um dia que parece ter sido reservado às palavras. ✍️

Cheguei em Curitiba em 1995. Morava na Av. Nossa Senhora da Luz, no Bacacheri, e a uma quadra e meia de casa, na rua Nic...
21/05/2026

Cheguei em Curitiba em 1995. Morava na Av. Nossa Senhora da Luz, no Bacacheri, e a uma quadra e meia de casa, na rua Nicarágua, existia o lendário Clube do Sebo, do seu Valdir. Quase todos os sábados eu aparecia por lá. Mais do que um cliente, eu era daqueles frequentadores que passavam horas entre estantes e descobertas.

Foi naquele pequeno universo de livros usados que nasceu uma ideia que acabaria mudando minha vida.

Um dia contei ao seu Valdir que precisava voltar para o Rio Grande do Sul e que pensava em abrir um sebo por lá. Pedi algumas dicas, sem imaginar a generosidade que viria em resposta. Ele simplesmente disse para eu passar uns dois ou três dias no sebo com ele. O básico, segundo ele, daria para ensinar; o resto eu aprenderia com o tempo.

E foi exatamente assim.

Voltei para o Rio Grande e abri meu sebo.

Anos depois, quando retornei a Curitiba, encontrei fechado o local onde funcionava o Clube do Sebo. Perguntei a algumas pessoas e ouvi que o seu Valdir havia falecido. Fiquei realmente chateado. Sempre carreguei comigo a sensação de dívida: a de nunca ter conseguido dizer que havia dado certo, pelas dicas, pelo incentivo e pela confiança que ele teve naquele gaúcho maluco que sonhava abrir um sebo.

A vida seguiu. E ironicamente, ou talvez poeticamente, abri meu próprio sebo a apenas duas quadras de onde ficava o dele.

Hoje, porém, aconteceu algo que eu jamais imaginaria.
Para minha absoluta surpresa, entra no sebo o próprio seu Valdir, acompanhado de um casal de filhos, de 13 e 11 anos. Vivo. Muito vivo. Aos 77 anos, com ótimo humor, a mesma simpatia e a mesma energia de décadas atrás.

Conversamos por horas.

Falamos de livros, de sebos, da vida, das histórias acumuladas nesses anos todos. Entre muitas risadas, vieram também mais conselhos e mais dicas, como se o tempo não tivesse passado.

E finalmente pude fazer aquilo que esperei por 23 anos: agradecer.

Agradecer ao homem que me ensinou, me incentivou e que, sem talvez imaginar, ajudou a construir o caminho que sigo até hoje entre livros, estantes e histórias.

Em 19 de maio nasceram escritores que, cada um à sua maneira, ajudaram a ampliar os limites da literatura. Entre o desas...
19/05/2026

Em 19 de maio nasceram escritores que, cada um à sua maneira, ajudaram a ampliar os limites da literatura. Entre o desassossego modernista, o jornalismo de denúncia, a crônica íntima e os romances populares, a data reúne vozes muito diferentes, mas igualmente marcantes.

O português Mário de Sá-Carneiro transformou angústia, identidade e inquietação em literatura intensa e profundamente moderna. Amigo de Fernando Pessoa e figura central da revista Orpheu, deixou uma obra breve, mas decisiva para o Modernismo em língua portuguesa.

A mexicana Elena Poniatowska tornou a literatura um espaço de memória e testemunho. Em La noche de Tlatelolco, deu voz às vítimas do massacre estudantil de 1968 e consolidou-se como uma das grandes referências do jornalismo literário latino-americano.

Já Jodi Picoult conquistou milhões de leitores ao transformar dilemas morais e familiares em romances emocionalmente intensos, como A Guardiã da Minha Irmã. Seus livros exploram zonas cinzentas da ética contemporânea sem respostas fáceis.

A norte-americana Nora Ephron levou inteligência, humor e sensibilidade tanto para a literatura quanto para o cinema. Suas crônicas e ensaios sobre envelhecimento, relacionamentos e cotidiano seguem atuais justamente por sua honestidade afiada.

Na Índia, Ruskin Bond transformou as paisagens dos Himalaias em cenário para contos delicados, nostálgicos e humanos, tornando-se um dos autores mais queridos da literatura infantojuvenil indiana.

E Portugal também viu nascer Júlio Dantas, dramaturgo, médico e diplomata que dominou os palcos do início do século XX e entrou para a história literária também por inspirar o célebre Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros.

Seja pela poesia, pela crônica, pelo romance ou pelo testemunho histórico, os autores nascidos em 19 de maio mostram como a literatura pode assumir muitas formas, todas capazes de atravessar gerações.

Chegaram hoje e podem ser seus.Na loja da Rua Holanda 219 - Bacacheri 41 985000335
18/05/2026

Chegaram hoje e podem ser seus.

Na loja da Rua Holanda 219 - Bacacheri

41 985000335

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