05/06/2026
Enquanto seus livros esgotavam em dias e suas crônicas eram lidas nos maiores jornais do Brasil, Gustavo Corção escrevia sobre algo que todo mundo vivia mas poucos tinham coragem de nomear: o colapso silencioso da família.
Claro escuro, publicado em 1958, não é um livro de lamentos. É um diagnóstico. Corção olhava para o cotidiano familiar com a precisão de quem formou sua inteligência na engenharia e sua alma na fé católica, e o que via não o deixava em paz.
Décadas depois, as crônicas continuam atuais. Não porque nada mudou, mas porque o problema que ele identificou ficou maior.
Conhecer Corção é descobrir que o Brasil já teve um escritor católico à altura dos melhores do século XX — e que o esqueceu sem motivo honesto.
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