29/04/2026
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Neste livro, o escritor mexicano Fabio Morábito reúne uma série de breves ensaios autobiográficos que giram em torno da língua, da leitura, da memória e da vida cotidiana. Com ironia, ternura e humor, ele transforma episódios aparentemente banais – lembranças de infância, cenas familiares, descobertas de leitor – em reflexões sobre criação literária, a experiência da leitura e o papel da linguagem na experiência humana.
A escrita de Morábito, ao mesmo tempo íntima e ensaística, desenha um mosaico de pequenas histórias que revelam a força da observação e da imaginação, mostrando como a vida se organiza e se reinventa através das palavras. O idioma materno é uma celebração da literatura, da escuta atenta e do modo como o idioma nos constitui.
Fabio Morábito (1955) é poeta, narrador e ensaísta. Nasceu em Alexandria, filho de pais italianos; aos três anos sua família regressou à Itália e, aos 15, mudou-se para o México. Apesar de o italiano ser sua língua materna, escreveu toda a sua obra em espanhol. Vários de seus livros de poesia, contos e romances foram traduzidos para o alemão, inglês, francês, português, italiano e chinês. Em 2020, recebeu na França o prêmio “Roger Caillois” pelo conjunto de sua obra. Também foi agraciado em duas ocasiões com a distinção internacional “White Raven”, na Alemanha, por seus livros de literatura infantil e juvenil. Traduziu a poesia completa de Eugenio Montale e o Aminta, de Torquato Tasso. A editora francesa Éditions du Seuil publicou em 2020 À chacun son ciel, uma antologia de sua obra poética, e outra antologia de seus poemas foi publicada em 2024 pela editora inglesa Carcanet, sob o título Invisible dog.