24/12/2017
Natal, ah o Natal! O Natal muitas vezes é aquele momento que você para e começa a relembrar algumas coisas que marcaram durante o ano que passou e nesse ano um dos livros que mais me marcou foi: Led Zeppelin - Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra, do autor Mick Wall, dizem que é a grande obra prima deste no mundo das biografias, e não é por menos, pois nunca havia ficado tão perplexo ao terminar de ler um livro biográfico quanto fiquei com este.
O livro o livro relata desde a formação da banda, ascensão e sua “maldição de Rei Midas”, até seu declínio culminando com a morte de John Bonham, seu baterista.
Bom, mas para exemplificar o quão grande foi essa banda que transformava seus shows em uma espécie de espetáculo mágico, transcrevo um relato que consta no livro, de quando em sua turnê pelos EUA, após o lançamento do primeiro álbum da banda:
“… Quando a banda saiu do palco do palco pela primeira vez naquela noite, tendo tocado por uma hora e pouco, como sempre, a multidão estava tão histérica que eles logo retornaram para tocar por mais 55 minutos, fazendo um total de 12 bis com ovações em pé, muitas no meio das músicas. Mas, quando o grupo agradeceu e saiu do palco e a gritar furiosamente para que voltasse. A banda, tremendo em pé a poucos metros de distância, não teve como recusar. Por fim, após fazer sua apresentação normal novamente, mais algumas improvisações , repetindo tudo outra vez e fazendo mais reinterpretações, realmente não tinham mais o que apresentar. Rindo, transpirando, tossindo por causa do cigarro, Page perguntou aos outros: “Que músicas mais vocês sabem?” Eles balançaram a cabeça, chocados. Mas a multidão simplesmente não queria que eles fossem embora. Então apresentaram versões aproximadas de “Good Golly Miss Molly”, “Long Tall Sally”, seguidas de velhos riffs de blues que eles simplesmente transformaram em outra coisa. Na quarta hora, desistiram de tentar fazer algo original e, exaustos, passaram a apresentar velhos sucessos dos Beatles, dos Stones, do The Who, e a multidão não parava de bater o pé e pedir mais, mais, mais. Quando finalmente acabaram, depois de quatro horas e meia, encontraram Grant [Peter Grant, empresário da banda] , o cara grandão que já vira tudo muito obrigado, chorando de alegria no camarim. “Peter estava completamente em êxtase”, disse Jones. “Estava chorando, se é que você consegue imaginar isso, e nos abraçou. Ele nos ergueu a todos de uma só vez.”
É isso pessoal! Excelente Natal a todos com muito Rock’n’Roll!!!
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Jeiel Jr Ferry
Pingo Afb