Luthieria do Lin

Luthieria do Lin Aqui é onde eu mostro meu trabalhos, faço breves reviews sobre instrumentos, troco idéias, dou di Luthieria fundada em 2003, na freguesia, jacarepaguá!

desde então só vem crescendo e agradando ao público, dou garantia (inclusive pras coisas que vendo) sempre rola promoção e papo bom! Quem quiser chegar, só mandar mensagem, ligar ou aparecer, o cliente é e SEMPRE será bem vindo!

Começo de ano sempre vem com muitas promessas e objetivos, alguns a gente até consegue levar pra frente, mas as vezes a ...
05/01/2026

Começo de ano sempre vem com muitas promessas e objetivos, alguns a gente até consegue levar pra frente, mas as vezes a gente tá com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que simplesmente não consegue enxergar que a gente já tem tudo aqui!

Eu sempre quis um fender Jaguar, em algum momento eu consegui, mas não me adaptei ao braço na época e ele precisou ir embora. Mesmo sendo muito necessário, sempre fiquei sempre com a vontade de conseguir outro. Dai vi algumas peças, um braço horrível, um corpo que se eu cortasse ia f**ar no shape do jaguar e decidi montar o frankstein mais frank possível de uma pilha de sucata. Sem pressa alguma e nenhuma peça deveria vir do mesmo instrumento.

O braço tinha o shape completamente errado, refiz o shape, nivelei a escala, raio pra 9.5” e instalei os trastes. O corpo foi na serra tico tico e cortei ele pra f**ar no formato, a “pintura” já veio assim. Os caps eu rebobinei eles pra f**ar padrão 70s. O escudo eu precisei fazer, quis fazer no estilo jazzmaster. A ligação dele é a mesma do jaguar sem o circuito ativo, a chave extra liga os captadores em serie/paralelo

Tarraxas vieram de um squier, a ponte de um giannini antigo, o nut veio de um fender, as roldanas vieram de um tagima e uma fender, o neck plate de uma crafter, os parafusos do braço vieram de 4 instrumentos diferentes. Quando eu montei a primeira vez, cada corda tinha vindo de um baixo diferente. Foram 23 sobras de instrumentos num baixo só.

Ai alguém vai argumentar que é fácil fazer um texto bonito falando de inicio de ano sobre como fazer as coisas tendo uma oficina e as habilidades necessárias pra isso. Ter a oficina e as habilidades foi resultado de muitas promessas, sacrifícios e muita dedicação, aprender cada etapa desse processo demora anos e as vezes você tá hoje se dedicando pro que você vai construir daqui há 20 anos e provavelmente vai estar tão dedicado aos seus objetivos que nem vai perceber que você já conquistou tudo o que queria, o jaguar é só consequência!

Eventualmente a representação disso vai ser um jaguar frank e pouca gente vai entender o pq, mas é muito importante acreditar em você, nas suas promessas e não dar ouvidos a essas pessoas!

Hoje eu completo 37 anos e desses, 22 anos são dedicados a oficina, cada ano que passa é uma conquista e vejo com mais c...
30/09/2025

Hoje eu completo 37 anos e desses, 22 anos são dedicados a oficina, cada ano que passa é uma conquista e vejo com mais clareza que realmente é uma conquista de poucas pessoas, hoje a gente não só comemora esse marco tão importante, também carrega no peito e nas mãos calejadas o orgulho de ter construído tudo do zero, com toda sinceridade e honestidade, superando as adversidades que a vida trouxe. São décadas de especialização, de muito suor, sangue e dedicação. Toda vez que eu paro pra refletir sobre isso vejo o quanto foi trabalhoso fazer as escolhas ao longo dos anos, nem sempre as melhores, mas sempre a favor de fazer isso aqui ser um pouco melhor! Não existe uma ponta de faca que eu não tenha esmurrado no mundo pra poder continuar esse sonho de trabalhar com a luthieria!

Agradeço de coração a todos os amigos e clientes pelo apoio, presença, paciência e principalmente por não me ligarem mais as 3 da manhã!

As vezes até reclamo do cansaço, mas o fardo de quem sonha grande nem sempre é tão pesado assim.

Mutissimo obrigado pela confiança de todos vocês no nosso trabalho!

Lin Campbell

Essa belezinha aqui é um incrível Martin D-28 que veio aqui pra dar uma merecida descansada e uma revisão, apesar de ain...
29/09/2025

Essa belezinha aqui é um incrível Martin D-28 que veio aqui pra dar uma merecida descansada e uma revisão, apesar de ainda estar funcional, ele já precisava de atenção em alguns detalhes!

Nem sempre uma fratura faz o violão parar, a gente tem essa ideia, eventualmente diversas descolagens e fraturas ainda assim não derrubam um bom violão, esse aqui, com todas as travessas do fundo descoladas, o fundo, lateral, travessas no tampo, cavalete, binding, escala e por fim, o braço tava rachado! Ainda assim, o violão tinha um som simplesmente incrível e ainda f**ava afinado!

Foram dias e mais dias fazendo as colagens dele, nesse caso a gente nem tinha a opção de fazer tudo de uma vez por que faltava espaço fisico no instrumento pra tanto grampo. Quando as travessas do fundo descolam, o fundo perde o formato côncavo dele e se você colar na ordem errada, vai f**ar torto ou sobrando material, o jeito mais fácil de condenar um violão é colando ele errado. Depois do fundo colado, a gente partiu pro tampo!

Era uma coreografia de grampos, saiam 5 e entravam 4, logo eram mais 6 e foi assim por alguns dias, depois de colar o binding da frente, a gente removeu o cavalete que estava já descolando, limpamos a superfície e fizemos a colagem dele! Enquanto isso, era a hora de afrouxar o tensor, aproveitar pra lubrif**ar a bala e botar pra colar o braço na posição correta e aproveitar também pra ultima colagem, a do binding da parte de trás!

Nesses procedimentos todos o instrumento acaba voltando pra geometria original, o angulo do braço melhora quando a gente coloca a curvatura do fundo de volta e acertar o cavalete descolando diminui a altura das cordas, recolar o braço corrigiu uma leve concavidade que havia na casa 3, então foi necessário fazer uma regulagem completa na neckjig e adicionar um novo rastilho pra ele com quase o dobro do antigo, o que é ótimo pro violão já que não houve desbaste do cavalete!

Violão com a sonoridade e tocabilidade incríveis, coisa que só um D-28 consegue entregar! Sou suspeito demais porque eu sempre fico apaixonado!

Violão do queridíssimo , muito obrigado a você e toda a equipe pela confiança no nosso trabalho!

Esse aqui é um dos 2 Martin que o Nando vem usando extensivamente nos shows, ele já passou aqui pra revisão e colagem du...
23/09/2025

Esse aqui é um dos 2 Martin que o Nando vem usando extensivamente nos shows, ele já passou aqui pra revisão e colagem duas vezes, dessa vez foi necessário realizar uma regulagem completa e dar um pouco de carinho pra ele na NeckJig.

Assim que o instrumento chega aqui, a primeira coisa que a gente faz é tirar as medidas, a cada etapa do serviço no instrumento isso se repete, ao longo do trabalho a gente vai registrando o que mudou e se ficou estável ou não, a melhor parte disso é que eu tenho a capacidade de criar um padrão e repeti-lo. Tem também alguns cálculos que a gente usa pra poder não perder tempo durante o processo, facilita muito, principalmente no violão que a gente não tem como ajustar a altura das cordas como numa guitarra!

O outro Martin passou por uma revisão completa e uma retif**a de traste com a NeckJig e esse não tinha passado, é sempre bom pontuar que a Martin instala os trastes na escala antes de colar o braço, isso normalmente cria uma leve curva no fim da escala, se a gente não resolve isso com a tensão das cordas, acaba que a geometria do instrumento f**a desfavorável e muita gente sem saber disso acaba com os instrumentos (em algum momento vou postar sobre um outro Martin de outro cliente que foi por esse caminho).

Esse aqui a gente pegou as medidas do irmão gêmeo e fez toda a regulagem baseada naqueles registros, fizemos o mesmo controle de umidade, e dai foi o nivelamento dos trastes sob tensão, corrigiu o desnível do final, ajustou sem fallaway, acertou o rastilho, nut, ganhou uma hidratação e uma lubrif**ada nas tarraxas e bala do tensor, além daquela inspeção detalhada pra acompanhar as colagens!

Ele é um pouco diferente do outro, instrumentos mesmo com um numero de diferença na linha de produção sempre são diferentes! Acertar essa diferença dos trastes faz muita diferença na tocabilidade e no som, ele sempre parece que tá mais justo e melhor entonado!

É sempre muito bonito acompanhar a jornada desses violões pelo mundo afora, cada vez com mais uso e sempre encantando meio mundo de gente!

Violão do queridissímo sempre muito bem cuidado pelo , muitíssimo obrigado pela confiança de sempre!

Esse é um daqueles violões que fazem a gente refletir muito, tanto no trabalho, como na vida, nos caminhos que se seguem...
01/09/2025

Esse é um daqueles violões que fazem a gente refletir muito, tanto no trabalho, como na vida, nos caminhos que se seguem e momentaneamente se sobrepõe, esse Giannini encontrou o caminho de casa com uma das histórias mais bonitas que a gente já teve o prazer de narrar!

Tudo começou olhando o facebook, e apareceu um Giannini modelo Badden Powell, o Johnny viu e lembrou que desde quando foi aluno do João de Aquino, ele sempre oferecia o violão dele, era o momento certo de realizar esse sonho que carregava consigo, não era o mesmo violão, mas era o mesmo modelo, o violão do João em algum momento alguém sentou nele, ele foi pro reparo e dai nunca mais se viu, ele passou a usar um outro até falecer em 2022

Ele foi na hora até lá e chegando no local, começou a verif**ar os danos, tem duas partes do tampo que haviam quebrado e estavam fora do violão, fundo solto, as marcas no tampo...e ficou se questionando, João tinha um jeito peculiar de tocar que marcava o tampo. Mas não era nem o local nem a hora de se emocionar, fez a negociação e voltou pra casa.

Em casa viu que ele na verdade é um protótipo do modelo do Baden Powell e começou a comparar as fotos que ele tinha, tocando o violão há anos atrás e sem nenhuma dúvida, esse é o violão perdido do seu falecido mestre que tanto quis que ele f**asse com o Johnny, e como se isso já não fosse surreal, o violão surgiu em meio ao TCC dele sobre o João, no mês de aniversário do João, eu terminei de colar ele no dia do aniversário dele, sem saber a data!

Em meio a essas historias que eu conto, os instrumentos sempre encontram o caminho deles de um jeito ou de outro, mas o que esse violão fez foi simplesmente inacreditável.

Me faltam palavras pra descrever tudo que um violão sempre representa pra quem está disposto a ouvi-los, mas entre olhos marejados e uma gigantesca saudade do seu mestre, esse é um dos trabalhos que fazem a gente continuar em frente, contando histórias que parece até um conto inventado de tanta palavra polida e enfeitada!

Muito obrigado pela confiança de sempre e principalmente pela oportunidade de poder fazer uma pequena parte dessa história tão bonita!

Essa belezinha meus queridos talvez seja a ultima guitarra fotografada nesse ângulo específico, além de tentar sempre te...
11/08/2025

Essa belezinha meus queridos talvez seja a ultima guitarra fotografada nesse ângulo específico, além de tentar sempre ter uma boa foto, tem dia que tá chovendo, ou com pouco sol, ou é uma guitarra vermelha e f**a prejudicada com o céu azul! Bem, ainda tem muita coisa que eu gostaria de postar, mesmo tendo bastante tempo que tá registrada no meu celular, mas é muito mais instrumento que dá pra publicar, aos poucos eu registro tudo!

Mas, vamos ao que interessa, Ibanez CMM1 offset com humbucker na ponte e um p90 no braço? Com matching headstock das lendárias Roadstar, a ponte tune-o-matic da ibanez (que sinceramente é maravilhosa) e a pior tocabilidade que já vi nesses anos todos de luthieria e um p90 que era só barulho, tava indo tão bem esse negócio aqui!

Eu crio logo o cenário na minha cabeça de porque diabos essa guitarra tá assim, ela mesmo com pouco uso o dono quis fazer alguns upgrades, sem duvidas nessa parte, primeiro upgrade foi um captador na ponte que foi removido antes de vender ela, junto com o cap, um nut da graphtech pré slotado e uma troca de traste.

Daí meus amigos, é aquela coisa de sempre, não existe desgosto maior do que ter uma guitarra, mandar trocar trastes e f**ar muito pior do que era antes, tirou o captador que tava na ponte (essa parte é importante) e vendeu a guitarra com um jogo de tarraxa junto nem instalado.

A gente fez toda a avaliação e dava pra salvar os trastes, prensamos, colamos as pontas que estavam soltas e o que não tava encaixado, a gente acertou, uma boa retif**a de trastes na Neck Jig deu conta do pouco que ainda tinha que corrigir, acertando toda essa parte de traste, fizemos um nut do zero de osso pra ela, o espaçamento e tamanho do nut dessa guitarra é um pouco diferente e ficou muito melhor e homogênio assim!

As tarraxas eram um kit da graphtech da Ratio, simplesmente inacreditável a qualidade delas!

E o p90 ruidoso, inverteram a polaridade do captador pra não cancelar fase com o outro, ligaram o terra no positivo e eu prefiro nem comentar sobre essa atrocidade.

A tocabilidade ficou impecável, baita timbre versátil e um visual super diferente, fora o custo/beneficio! Guitarra do queridissimo

Sim, é exatamente isso que cê tava pensando, mais uma guitarra que chegou aqui depois de f**ar um bom, tempo dentro d’ág...
07/07/2025

Sim, é exatamente isso que cê tava pensando, mais uma guitarra que chegou aqui depois de f**ar um bom, tempo dentro d’água, tempo suficiente pra escala descolar, o corpo inchar, ter que arrancar o escudo na base da furadeira e ainda por cima é uma Golden strato!

Acho que não era bem isso, eu que tava pensando nisso, mas é esse o tipo de encrenca que me faz f**ar rindo no final do dia.

Deixar uma Golden tocável já é um desafio a parte e nesse desafio a água não ajudou, acredito que não era água tratada, possivelmente de chuva ou rio e de algum lugar do interior por conta da ph menos ácido. E SIM, a água que a guitarra f**a afogada diz muito sobre onde ela tava e o que a gente vai precisar fazer nela. E acredite se quiser, a gente tem um limite e ele é muito baixo, não trabalhamos com guitarra exposta a chorume ou esgoto (e esse é o famoso, se tem placa, tem história)

Os captadores, elétrica e ferragens infelizmente estavam completamente destruidos, infelizmente as tarraxas estavam em bom estado e a gente jogou na reciclagem pois são horriveis, de alguma forma o tensor dela ainda funcionava (e o acesso é pelo troculo, indicando que essa guitarra é na verdade koreana, feita provavelmente na fabrica da samick). a escala estava descolada nos lados e o braço extremamente torcido, fizemos uma sessão de calor, v***r, hidratação e colamos a escala de volta. E por incrível que pareça, não ficou quase nada ruim. os trastes ainda tinham o tamanho original e dava pra acertar a diferença ali!

Colocamos a elétrica nova usando o escudo velho, ponte nova da wilkinson e botamos ela no NeckJig pra fazer o nivelamento de traste e ali a gente viu como todo o preparo foi essencial, quase nada de material pra remover nos trastes! Fizemos todo o procedimento de retif**a, um nut novo e colocamos essa belezinha de volta a vida!

A sonoridade dela é bacana, o braço é gordo do jeito certo e ficou no geral muito boa a tocabilidade dela, melhor que muita guitarra que não ficou tanto tempo debaixo d’água! Mesma altura de corda e alivio de tensor que eu uso como padrão em todas as stratos!

Guitarra do queridissimo muitissimo obrigado pela confiança de sempre!

Ceis já ouviram sobre a lenda das músicas que cada violão tem? Pra mim, é a melhor de todas, diz que todo instrumento te...
06/06/2025

Ceis já ouviram sobre a lenda das músicas que cada violão tem? Pra mim, é a melhor de todas, diz que todo instrumento tem uma quantidade de musicas a serem descobertas com ele, alguns violões tem 4, 6, 20 canções escondidas e você tem que tocar, conviver e aprender com ele, até quando for a hora certa deles cederem pra você a música, no tempo certo, no tempo deles! E isso além de sempre me deixar curioso, também passou a imagem de que o violão tem seu tempo, de ser turrão e temperamental.

Esse espetacular Do Souto demandou tempo, paciência e muita dedicação! Ele ficou em algum local que a umidade era tão baixa que as travessas do fundo começaram a atravessar a lateral do violão, nesse nível a gente não pode umidif**ar rápido demais, cada madeira tem a capacidade de absorver umidade numa velocidade, se aumentar muito rápido uma pode aumentar mais que a outra e aumentar mais o estrago!

A única parte sem trinca era a mão, no corpo ele já tinha muitos reparos, alguns muito mal feitos que precisaram ser refeitos, no tampo tinham 5 trincas grandes, foi realizado o reparo com reforço, as travessas quase todas estavam descoladas, o fundo tinha pelo menos 5 trincas grandes e mais uma dúzia de trincas pequenas!

Precisamos também descolar o cavalete que estava mal colado e o fundo não estava uniforme! O braço tinha um baita empeno, conseguimos reverter o empeno com muita paciência, um pouco de calor e pressão.

E ai vem a parte mais trabalhosa de todas, não dá pra ver bem na foto, mas esse violão tem o friso segmentado, é branco e preto, um pedacinho por vez, estavam faltando vários, teve uma parte que foi necessário enxertar madeira e reconstruir a lateral. A ultima vez que eu contei já estavam lá pros 68 pedaços e eu desisti, cada um cortado em um angulo e tingido pra f**ar com a coloração correta!

Usamos a daddario Silk & Stell pra emular o som de cordas de tripa e não forçar tanto o tampo/braço! E como eu tinha imaginado, ele é turrão, tem um som que eu só ouvi dele, com essas cordas ficou um pouco rouco e com o timbre rasgado mas não me deu nenhuma musica, tomara que o tenha mais sorte com esse bichinho cheio de personalidade que já deixou saudade!

Já que pegou a starcaster né, tem que ter a stratocaster pra ela não f**ar muito sozinha e sem assunto né? HAHAHAEssa be...
03/06/2025

Já que pegou a starcaster né, tem que ter a stratocaster pra ela não f**ar muito sozinha e sem assunto né? HAHAHA

Essa belezinha aqui marcou a vida de muita gente, todo mundo queria uma strato do Tom em algum momento, mas elas eram bem raras, se tornaram colecionáveis e até hoje, essa é a quarta que eu vi pessoalmente, ela é da nova leva das signatures e ela veio com um problema que a fender mexico demorou bastante pra remediar!

Quando eu bati o olho nela já percebi duas coisas de cara, primeiro que alguém tingiu a escala dela e acabou deixando ela aspera e com os dots completamente marrom e a outra coisa era que a mizinha tava caindo do braço por conta do mau posicionamento da ponte! Esse foi um erro crônico desse ano na fender mex, muitos baixos o captador nem captava a corda sol e tudo passava no controle de qualidade!

Mas, como aqui a gente não tem tempo pra perder e garantia não tem quando vem de fora, já dei uma boa olhada no que dava pra fazer, os furos onde as cordas atravessam o corpo tem uma boa tolerância e a centralização deles estava correta, a ponte foi aparafusada no local errado mesmo, a gente enxertou os furos originais e refez a furação centralizando os furos das cordas pra não ter nenhuma dor de cabeça no futuro! O escudo também estava ligeiramente fora do lugar, mas coisa simples também de resolver!

Eu não tenho ideia do que passaram na escala dela, na mesma época viralizou um video sobre passar o que parecia ser graxa de sapato na escala pra escurecer ela e parece que diluiram a graxa em algum solvente e tentaram fazer esse processo, o processo acabou arrepiando a madeira e manchando o plastico ao ponto que foi necessário raspar a escala pra remover um pouco de material. Revitalizamos a escala, mas esse tipo de trabalho é bem mais chato quando os trastes tão ali no meio atrapalhando!

Fizemos uma boa retif**a de trastes com a tensão das cordas, acertamos o nut, oitavas e apesar de ser uma guitarra com um cap só (que basicamente não tem clean mesmo descendo o volume com treble bleed) é uma guitarra extremamente divertida, baita tocabilidade, som cru e direto, feita pra plugar e ser feliz!

Muitissimo obrigado pela confiança Calvin!

Uma das coisas que eu aprendi a aceitar é que eu não sou bom em vender meu trabalho, se vocês vissem as guitarras que es...
02/06/2025

Uma das coisas que eu aprendi a aceitar é que eu não sou bom em vender meu trabalho, se vocês vissem as guitarras que estão aqui na galeria do meu celular a quase um ano sem postar ceis iam f**ar doido! Eu realmente tento, mas não consigo postar nem 5% do meu trabalho ao ano por aqui, sempre chega um ponto que eu vou postando e o alcance diminuí ao ponto que não entrega pra vocês mais, vou tentar dar uma movimentada e fazer algumas coisas!

Uma das belezinhas que eu achei aqui é esse verdadeiro espetáculo de guitarra que o Calvin me trouxe ano passado, uma Fender Starcaster Tom Delonge signature! Ele vinha usando essas guitarras há um tempo e logo que saiu a signature dele brotou uma aqui no Brasil e ele comprou! Deve ter sido a primeira ou a segunda que apareceu aqui!

Ela é uma semi acustica offset Branca fosca com o braço de strato em Rosted maple e um seymour duncan Custom sh-5 (achei a escolha perfeita, muito mais versátil que o dirt fingers e o invader que vinham nas outras). A guitarra chegou aqui com as cordas altissimas e com bastante coisa de traste pra fazer!

Essa primeira regulagem é absolutamente essencial, não só pra garantir conforto, mas também pra garantir que tudo tá certo na guitarra e acionar a garantia se necessário. As vezes a loja manda regulada, tirando o fato de que nasci no Rio de Janeiro e aprendi que todo mundo quer passar a perna em todo mundo, a loja regula pra guitarra chegar até você com um certo nivel de “não está trastejando e sai som em todas as casas”

A gente fez a retif**a já com a tensão das cordas e dai pra frente não tem erro, acertamos os trastes, refizemos o raio na ponte de acordo com o raio do braço, acertamos os slots do nut, um jogo de corda nova pra compensar as oitavas e a tocabilidade da guitarra ficou simplesmente Incrível, fiquei umas duas horas tocando essa guitarra sem acreditar no som e conforto dela!

Eu sou suspeito pra falar sobre, eu sou doido pra ter uma starcaster, achei a releitura que o Tom fez ficou incrível, baita guitarra confortável, linda e o som ficou na medida, agressivo e se tirar um pouco de volume ela ganha versatilidade suficiente!

Muitíssimo obrigado pela confiança de sempre Calvin!

A gente piscou e passou um mês sem postar e eu nem percebi! Tem acontecido bastante coisa, os trabalhos tão indo num rit...
26/05/2025

A gente piscou e passou um mês sem postar e eu nem percebi! Tem acontecido bastante coisa, os trabalhos tão indo num ritmo bom e eu tô dedicando um tempo a mais pra cuidar da minha saúde, acaba que essas coisas são as mais importantes!

Mas entre coisas que a gente não pode deixar passar, essa Condor les paul certamente era uma oportunidade que merecia um pouco a mais de carinho!

Ela chegou com os trastes bem desgastados, captadores genéricos e bem desregulada, conversando com o Saulo a gente decidiu trocar os captadores e dar uma geral, a escolha dos captadores foi o mojo do de primeira a gente deu uma regulada leve pra ele poder tocar e ficou aguardando chegar os captadores!

Quando chegou tudo a gente parou pra calcular o quando ia precisar tirar de material dos trastes e não valia a pena, optamos por fazer logo a troca de trastes nela e ter logo uma boa segunda impressão do que trocar os captadores, f**ar com os trastes baixos e depois fazer a troca!

Optamos pelo jescar 47104, mesmo tamanho dos trastes das outras guitarras dele, e sinceramente, foi uma das melhores decisões que a gente tomou, a guitarra ficou com a tocabilidade incrível, a troca de trastes ficou perfeita, nem parece que houve qualquer tipo de intervenção no braço, consegui inclusive manter as marcas originais de uso dela!

Um jogo de 0.11 e um pouco de carinho e a guitarra tá zerada, de volta a vida e a melhor parte é que não tem nada pra resolver depois! Os captadores caíram com perfeição no projeto e trouxeram a vibe vintage que a guitarra precisa ter!

Guitarra do queridíssimo .limeira muito obrigado mesmo pela confiança!

Esse ibanez é o terceiro da semana das 12 cordas com algum reparo no cavalete, o Martin, um violão de valor mais alto, o...
25/04/2025

Esse ibanez é o terceiro da semana das 12 cordas com algum reparo no cavalete, o Martin, um violão de valor mais alto, o Giannini, com uma reforma de um instrumento antigo e esse ibanez, um mais atual com um custo mais baixo nesse caso, foram várias intervenções nesses 3 e esse dai também foi bem fora da zona de conforto!

Transformar ele em canhoto nem foi a parte mais complicada! A ação das cordas nesse violão beirava os 5mm de altura, é bem comum nesses violões eles cederem um pouco com o tempo, mas esse cedeu demais! Existe uma técnica em especifico que a gente tá aperfeiçoando e por enquanto não vale a pena comentar aqui, mesmo tendo sucesso, estou monitorando aos poucos pra ver se é realmente viável!

Sem contar essa parte, o tampo dele estava completamente deformado e a ponte estava muito inclinada pra frente, nesse caso a gente optou por usar um bridge doctor, esse é um dispositivo que f**a dentro do violão, preso abaixo do cavalete que funciona como se fosse o tensor do tampo, foi completamente essencial pro funcionamento desse instrumento, fizemos algumas modif**ações nele pra caber nesse violão em especifico e o resultado não tinha como ser melhor, é incrível ver o resultado que ele traz pro instrumento!

Como esse violão foi convertido pra canhoto, a gente enxertou a cavidade do rastilho antiga com jacarandá e reabriu ela na posição correta para ter a entonação das oitavas, um pouco trabalhoso, mas os canhotos merecem esse carinho!

Fizemos a retif**a no neck jig e conseguimos corrigir um desnivel que o violão tinha na junção do braco com o corpo! Foi essencial nesse caso, o braço só se comportava assim com a tensão das cordas, então a gente conseguiu fazer a retif**a sem surpresa alguma!

O violão ficou não só com a ação das cordas perfeita como também muito confortável e com a tocabilidade (de um destro tocando violão de canhoto) incrível! Sempre uma felicidade conseguir botar um violão desses numa tocabilidade boa, nada é mais frustrante do que querer tocar o instrumento e ele ser muito desconfortável!

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